domingo, 26 de março de 2017

109º - ''Eu te amo muito, não se esqueça."

Liz POV.

Ainda estava encantada com meu casamento e completamente feliz. Tomamos café da manhã no dia seguinte antes do parque abrir, e também fizemos uma sessão de fotos linda.
Eu estava radiante, e fiquei ainda mais quando cheguei em casa. Bella correu me abraçar, estava toda feliz. A família toda estava esperando com um churrasco e foi muito bom ter alguns amigos ali.
Ficamos em família mais ou menos até o dia 05, e então descobri que todos ficariam em Orlando enquanto Luan e eu iriamos passar alguns dias no Caribe. Ele escolheu Belize. Ficamos em um resort onde nosso quarto ficava quase na areia de águas cristalinas.
Dormimos quando chegamos, ainda era de noite, e quando o sol bateu na janela acordei com o braço de Luan na minha cintura. Ele estava dormindo tão gostoso que fiquei um bom tempo olhando e acariciando seu rosto. Eu amava muito ele, desde que cruzou meu caminho naquela casa noturna ele havia se tornado a minha vida.
Luan se mexeu devagar e abriu os olhos já sorrindo.
- Tava sonhando querido? - Perguntei.
- Estava. - Ele me abraçou. - Com nossa família. - Sorri. - Quero mais um bebezinho.
- Mais um? - Perguntei rindo.
- Quero. - Disse. - Estou ficando velho já. - Eu gargalhei e ele me olhou feio mas riu em seguida.
- Tenho que concordar.
- Então a gente pode ter um bebê? - Ele perguntou me olhando com uma cara de quem tava implorando.
- Claro meu amor. - Disse rindo e beijei ele com calma.
Luan já intensificou o carinho subindo em cima do meu corpo em segundos.
- Vamos tentar já?! - Riu e eu concordei com um sorriso malicioso.
Fizemos amor logo pela manhã e fomos tomar café bem juntinhos depois de ligar pra nossa pequena.
O dia foi de muita cultura. Já que nós dois gostávamos de história decidimos visitar um campo arqueológico maia que ficava em Xunantunich. Não haviam muitas pirâmides, mas era um ambiente incrível com milhões de anos de história e vida, e sempre era muito interessante. Luan também gostava tanto de ambientes como aquele que parecia um menino na escola enquanto eu amava ver ele tão à vontade com quem ele era.
Não voltamos tarde pra Cayo E aproveitamos pra ver o pouco que havia na cidade que era mais voltada pro turismo e jantar num restaurante diferente.
Era um local muito agradável e tranquilo, e estava feliz com a companhia do meu amor.
No segundo dia acordei louca pra ir pro mar, como uma boa carioca. Luan estava sonolento porque não dormimos muito a noite namorando. Tomamos café no quarto, tão juntinhos como amávamos ficar e Luan quem escolheu meu biquíni rosa e amarelo, mesmo achando ele pequeno.
- Você vai passar protetor antes de sair. - Avisei pra ele.
- Você não esquece nunca né? - Disse rindo e vindo até mim. Comecei a passar no seu rosto, com carinho.
- Não esqueço! - Ri beijando seus lábios.
Pegamos bem na frente do nosso quarto uma das redes do hotel embaixo de uma árvore grande. Luan se deitou lá dizendo que ia dormir mais um pouco.
- Você está muito velho. - Disse arrumando minhas coisas numa mesa que havia ali.
- Fica mesmo me chamando de velho que você vai ver só! - Ele reclamou rabugento.
- Ainda por cima é rabugento. - Acusei e fui rindo pro mar.
Fiquei um pouco na água e depois voltei pra tomar sol em uma das cadeiras do hotel. Fiquei ali quase a manhã toda, já que Luan desmaiou e não levantou mais e só fui chamar ele quando estava com fome.
Almoçamos no restaurante do hotel, e não demorou pra Luan voltar a se jogar na rede, mas dessa vez deitei abraçada com ele. Ficamos balançando com um bom tempo, e acabamos dormindo ali abraçados. Quando o sol começou a pegar no local eu acordei e acabei acordando Luan. Ele me olhava com cara de sono enquanto voltei a passar protetor solar.
- O que foi? Perguntei quando vi ele mais esperto e me olhando sorrindo.
- Vem cá. - Ele me chamou e eu fui.
Luan puxou a calcinha do biquíni um pouco e sorriu pra mim. Ele abaixou e deu um beijo quase na minha virilha.
- Luan! - Acusei rindo.
- Você fez isso quando? - Disse me sentando no seu colo.
- Essa manhã quando você dormiu. - Sorri abraçada ao seu pescoço.
- Se eu dormir todas as manhãs você faz mais? - Rimos. - Que marquinha linda, quero ver tudo.
- Para com isso. - Ri envergonhada e puxei ele pedindo pro mar.
Ficamos juntos por muito tempo, jogando água um no outro e se divertindo. Eu amava praia, Luan também, e a gente estava no nosso lugar. Nos divertimos muito naquela viagem, e tinha que fazer esforço pra sair do quarto de tanto que fizemos amor.

Luan POV.

Ficamos uma semana em Belize, aproveitando somente um ao outro e encomendando nosso bebê. Quando voltamos pra Miami estávamos ainda mais colados. Bella foi com Bruna nos encontrar no aeroporto e saiu pulando no colo da mãe toda feliz de ver os pais de volta, e a recíproca era verdadeira também. Na casa todos estavam animados, e agora era praia o dia todo.
- Não via a hora de vocês chegarem. - Bruna disse dirigindo.
- Nossa, morreu de saudades?
- Não de você, queria fazer compras com a Liz. - Gargalhamos.
- Vocês já não compraram muito em Orlando?
- Aqui tem mais coisas. - Disse como se fosse óbvio.
Minha menina foi o tempo todo no meu colo e as duas mulheres da minha vida papeando. Meu sobrinho tinha ficado na praia e íamos encontrar todos lá. Viajar sozinhos era muito bom, mas em família era incrível.

Um mês depois…

Liz POV.

Estava preparando uma janta especial pra esperar Luan e Bella que haviam ido na reunião de início de aula. Eu ia, mas Luan fez questão de ir. Ele gostava de participar sempre e era um pai presente e todo preocupado e eu amava ver ele nesse papel.
Ele chegou com ela nos ombros, cantando e rindo.
- Estamos morrendo de fome amor. - Disse fazendo bico ao botar a pequena de volta ao chão.
- Está pronto. - Disse rindo e botando a carne assada na mesa. - Vai lavar a mão Bella. - Disse vendo o pai criança fazer careta se dirigindo à pia da cozinha depois de me dar um beijo.
- Está um cheiro muito bom. - Disse e me abraçou. - Como foi no médico? - Perguntou referindo-se ao ginecologista. Tinha marcado uma consulta e por atraso não acompanhei eles na reunião.
- Foi bom, ele viu meu exame e disse que eu tenho muita facilidade de engravidar, acho que porque sou nova, ele disse que tenho uma vida saudável e isso ajuda. - Falei acariciando seu rosto.
- Isso é muito bom, Bella já vai fazer 6 anos.
- Eu sei, já está na hora. - Ele beijou meus lábios.
- Dessa vez é planejado, eu te garanto que você vai ter uma gravidez muito melhor. - Ele disse carinhoso.
- Estamos esperando né, já é diferente. - Sorri. Estava animada.
- Mamãe, a professora nova é muito bonita! - Bella chegou contando e nós dois rimos, sentando à mesa depois que dei um beijo nela.
- Como é o nome dela?
- Aline!
- Que nome bonito que ela tem. - Disse servindo ela.
Ela contou sobre a escola animada e tivemos uma tarde tranquila depois que Luan ajudou com o dever de casa. Aproveitávamos muito quando Luan estava em casa, amava ficar em família.

Naquele mesmo dia começamos a tentar engravidar, e foi uma festa. Transamos o mês todo, fizemos loucuras e mais loucuras mesmo sabendo qual o melhor dia, meu período fértil. Nesse dia despachamos Bella pra casa dos avós e passamos o dia na cama.
Não tinha pressão ou ansiedade, curtimos o momento. Nós dois éramos um casal muito tranquilo, e isso ajudava muito. Sabíamos que tudo tinha o tempo de Deus.

- Maio -

Quando Luan saiu pra viajar em turnê no Nordeste eu acabei ficando sozinha com Bella. Ela estava meio doentinha e acabei levando ela várias vezes ao médico. Em um desses dia passei com ela na casa do Marquinhos, que agora estava morando no antigo apartamento do Luan ali em Alphaville. A pequena saiu toda dengosa pro colo dele, manhosa.
- Tio está morrendo de dó da bebê. - Disse abraçado com ela.
- Pode chamar de bebê filha? - Perguntei pegando suco na geladeira, eu já era de casa.
Geralmente Bella não deixava, ficava brava e dizia que já era mocinha. Luan já arrepiava os cabelos desesperado com pânico do crescimento da filha.
- Pode ué, por que o tio pensou em levar a mocinha no cinema hoje. - Ele disse e ela já se alegrou.
- Eu quero ver os dos bichinhos! - Falou ficando sentadinha e sorrindo. - Pode mamãe?
- Pode querida. - Disse.
Dei um banho nela e peguei uma roupa que ficava no carro e sai de casa juntos com eles, mas para caminhos opostos. Liguei pra Luan, estava feliz e com saudades.
- Você tem certeza que ela está bem? - Ele perguntou pela décima vez.
- Tenho, ela já está bem melhor.
- Queria estar ai. - Reclamou.
- Para agora! - Cortei. - Eu dou conta.
- Eu sei que dá Liz, mas é que eu que devia cuidar de vocês neném.
- Você é louquinho né… - Ri. - Vou ir pra casa, e sair com o pessoal.
- Tudo bem, mas eu não sei…
- O que você não sabe?
- Estou com uma sensação ruim. - Disse.
- Amor, a gente vai num restaurante tranquilo. - Disse. - Você sabe que a Luiza e o Gustavo estão noivos e…
- Tudo bem, mas se cuida. - Pediu.
- Fica tranquilo, faz seu show e aproveita pra descansar depois. Está com a voz cansada né…
- Quero dormir, só isso. - Disse rindo fraquinho.
- Queria estar ai pra cuidar de você anjinho.
- Eu te amo neném.
- Eu te amo muito, não se esqueça.
Eu não demorei pra desligar e cheguei em casa pra tomar um banho rápido. Queria me arrumar muito bem e tirar uma foto pra mandar pro Luan. Demorei um bom tempo com essa missão, e tirei a foto, fazendo pose no espelho até um pouco ousada e depois de enviar sem nada escrito, sai correndo até o restaurante.
Não era muito distante de Alphaville, até costumava jantar lá com Luan e a família dele, até com meus pais quando eles vinham para São Paulo. A comida era agradável e o ambiente também. Foi gostoso, divertido e até romântico com as histórias dos novos noivos em Paris. Antes de ir pra casa eu liguei pra Marquinhos, mas ele alegou que Bella estava dormindo e que levava ela em casa pela manhã. Fui tranquila até quase a entrada de Barueri. Me distrai por um segundo e parei no final vazio quando um homem apareceu na janela com uma arma apontada pra mim.
Levei o maior susto da minha vida. Aquela imagem parou diante de mim e eu não sabia como agir. Só comecei a pensar em Bella, e em Luan. O homem me despertou gritando pra abrir o vidro e abri, temendo que ele atirasse.
- Por favor, não atira, eu te dou tudo que você quiser. - Disse rápido.
- Então anda logo e passa as coisa madame! - Gritou balançando a arma e eu me virei e comecei a jogar tudo que eu tinha no banco dentro da bolsa. Abria a carteira e avisei que estava pegando meu documento, mas ele começou a gritar e eu tirei o relógio e o joguei o celular tremendo.
- Passa essa aliança enorme ai também! - Gritou.
- Não, por favor! - Pedi, tirando algumas joias que estava usando.
- Quer levar bala madame? - Perguntou apertando a arma e eu tirei minha aliança, começando a chorar.
- Agora sai do carro! - Gritou comigo e eu abri a porta, pegando minha carteira de motorista e os documentos que ele me deixou levar e levei um empurrão, caindo na calçada. Meu choro se intensificou e ouvi a porta do carro bater. Pensei que não poderia piorar, mas me arrependi quando senti uma dor depois de uma explosão alta e tudo começou a girar.